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Preços · Portugal · %%MONTH_YEAR%%

Preço do kWh em Portugal: como se forma e como pagar menos

Em Portugal não há «um» preço do kWh: há dezenas de tarifários — fixos, indexados ao mercado OMIE e a tarifa regulada, disponível até 31 de dezembro de 2027. Explicamos cada componente da fatura e onde comparar os preços exatos: nos dois simuladores oficiais, os únicos que incluem todas as ofertas.

Os três tipos de tarifário — %%MONTH_YEAR%%

Fixo, indexado ou regulado: a estrutura de cada modelo
TarifárioComo se forma o preçoPara quem
FixoPreço do kWh estável durante o contrato, definido pelo comercializadorQuem quer previsibilidade na fatura
IndexadoSegue o mercado grossista OMIE hora a hora + margem do comercializadorQuem desloca consumos e tolera volatilidade
ReguladoFixado pela ERSE (+1% anunciado para 2026); disponível até 31/12/2027, com regresso possívelQuem prefere a rede de segurança até ao fim do prazo

⚠️ Não publicamos valores em €/kWh: as tarifas indexadas mudam todos os dias e as fixas mudam com frequência. Qualquer tabela de preços impressa fica obsoleta em semanas. O preço exato de cada oferta, para o seu perfil real, está sempre atualizado no simulador da ERSE — gratuito e com todas as ofertas.

De que é feito o preço que paga

A fatura de eletricidade de um cliente residencial em Portugal (Baixa Tensão Normal) soma quatro blocos — e só o primeiro difere entre comercializadores:

  1. Energia — a componente concorrencial, definida livremente pelo comercializador (fixa ou indexada ao OMIE). É aqui que se ganha ou perde dinheiro ao mudar.
  2. Tarifas de acesso às redes — fixadas anualmente pela ERSE, pagam o transporte (REN) e a distribuição (E-Redes). São iguais para todos, seja qual for o comercializador.
  3. Potência contratada — um termo fixo diário que depende do escalão de potência (kVA) da sua casa. Baixar um escalão desnecessário reduz a fatura sem mudar de comercializador.
  4. Impostos e taxas — IVA, imposto especial de consumo, contribuição audiovisual e taxa DGEG, aplicados de forma idêntica em todas as ofertas.

A opção horária também conta

Com um tarifário simples, o kWh custa o mesmo a qualquer hora. Com a opção bi-horária (ou tri-horária), o kWh é mais barato nas horas de vazio — tipicamente à noite e ao fim de semana — e mais caro nas horas de ponta. Quem carrega um carro elétrico ou programa máquinas para a noite deve sempre simular as duas opções: a combinação opção horária + tipo de tarifário é o que mais muda a fatura.

E o gás natural?

A lógica é a mesma: componente concorrencial + tarifas reguladas + impostos, com o fim da tarifa regulada do gás também fixado pela Portaria 121-B/2025. Atenção ao pacote dual eletricidade+gás: o simulador da ERSE não compara duos combinados, por isso some as duas melhores ofertas separadas e compare esse total com o pacote dual proposto — é a única forma de saber se o «desconto duo» compensa.

Como pagar menos — em resumo

  • Veja na sua fatura o preço por kWh, a potência contratada e a opção horária atuais.
  • Simule com os seus números reais no simulador da ERSE e no Poupa Energia.
  • Pondere fixo vs indexado segundo o seu perfil — e verifique se o escalão de potência é o adequado.
  • Mudar é grátis, sem cortes e o novo comercializador trata de tudo — guia completo aqui.

Perguntas frequentes sobre o preço do kWh

Quanto custa um kWh de eletricidade em Portugal?
Não existe um preço único: o custo por kWh depende do comercializador, do tipo de tarifário (fixo, indexado ou regulado), da potência contratada e da opção horária. A diferença anual entre a melhor e a pior oferta atinge centenas de euros para um consumo típico. O preço exato de cada oferta, calculado para o seu perfil, está no simulador oficial da ERSE (erse.pt/simuladores/precos-de-energia), que inclui todas as ofertas comerciais.
O que é uma tarifa indexada ao OMIE?
Numa tarifa indexada, o preço da energia segue o mercado grossista ibérico OMIE, hora a hora, acrescido de uma margem do comercializador. Quando o mercado está barato, paga menos do que numa tarifa fixa; quando o mercado sobe, a fatura sobe sem aviso. É uma opção para quem consegue deslocar consumos para as horas mais baratas e tolera a volatilidade — e é o segmento pior coberto pelos comparadores comerciais.
A tarifa regulada de eletricidade vai acabar?
Sim, mas mais tarde do que estava previsto: o fim foi adiado para 31 de dezembro de 2027 (decreto de abril de 2025; no gás, a Portaria 121-B/2025 fixou o mesmo prazo). Até lá, quem está no mercado livre pode regressar à tarifa regulada — a reversibilidade foi confirmada pela ERSE. Para 2026 está anunciado um aumento de 1% na tarifa regulada. Cerca de 12,2% dos clientes ainda estão no mercado regulado.